quinta-feira, 22 de julho de 2010

Necessito livrar-me logo disso, com exceção a este prólogo...

...grata por cederem un pedacinho no cantinho de seu pequeno quarto, para aí eu me encolher e ver letrinhas molhadas e salgadas... Em este mundo de gentes sem um minímo de liberdade própia para aceitar uma pequena expressão libertária alheia às suas expectativas frustantes depositadas com pesos em cima dos outros... grata por respeiterem a liberdade de yo poder estar sozinha junto de vocês, F.J.M.... grata queridas... dentro dum quadro de gatos-felinos amarelo manco, outro malhado que encara diretamente no profundo de meus olhos com a mesma profundidade dos seus, grandes, cinzas-brancos, mesclando-se assim com os meus verdes-amarelos-encharcados de sal... Cães, muitos; cã tronxa: divertidos, jovenzinhos, alegres e ansiosos, dentro do espaço limitado, num quadradinho simétrico debaixo da mesa do microondas, com seus cobertores de olor materno e sensivelmente com leveza me abriga, com o alento humano desta casa, en Curitiba. À .M, ao admirarla meus olhos además de molhados-salgado, se derretem febris, antes fora uma bebê, como as minhas (V.S). Hoje M, aberta à modernidade com seus olhos de passáros , astutos, e atentos detectando o lixo agregados e naturalmente familiarizados a esta época modernal.
Bela.

Banalizaram o amor,
assim como as Mães banalizaram o colo;
e os amantes as flores...
Qualquer tezão, é amor,
Qualquer televisão, é mãe
e arrancam as flores, para provarem, o seu parasitismo amor.

E o precioso.. O precioso é a dor....

Está insuportável,
na verdade minha mãe............................. problema de toda a maldade do mundo,
.................................................................... "educar as mães, salvariam o planeta¨.
na verdade de meu mundo individual, é desgraçado, minha mãe não me abortou por falta de condições financeiras e mentais, uma cagona-quase inocente.
Cresci abstraindo en sonhos, como uma boa criança saudável, a grande tragédia, o ponto de partida, foi que a desgraçada me abortou do meu quintal de balanço- me tirou o meu céu, me jogou no mundo comum, isto na idade da segunda infância, ainda havia trocado minhas células duas vezes, nada más.... depois mudaram minhas células como de qualquer humano, mas de cara-a-cara com o mundo, toda tranformação foi brusca. Aí cresci com milhões de mães (mornas comigo), e milhoões de pais, e infinitos irmãos... não sei como começou, aprendi a amar todo mundo. E em esta minha nova casa caminhei descalça por demasiados jardins, comi caviar, também pão seco-duro, feijão com farinha e pimenta, fui princesa de um mendingo... como me cuidava!!! e vomitei en muitos becos e calçadas enceradas.
¨Minha querida terra, pronto me unirei a ela¨.
Desfrutei da beleza de ser mãe e dar o peito, mas também tive que sentir na pele-doer o útero, por desgosto da prostituição matrimonial- A única vez que fui prostituta- não só sexual- tive prazer, digo de reprimir minha própia existencia-
......
Jamais um marginal me fez mal, nunca hei visto um.. todos meus irmãos na vida.
Não conheci o medo, ele se apresentava diante a mim, e eu lhe dizia: Não me comove!!!!. E ele se ia.. deixando comigo a fome o frio e a falta de referência na vida, não me queixo, eu gosto desta falta de referência, só que é só minha.. não posso compartilhar com ninguém, não sei!!
Do mundo comum o mais belo é a comunhão existencial... e a única verdade é a música que está -e- vem da linha verdical, da horizontal não é verdadeira nem nova, são cansativas e enfeitadas....Depois da música, e do amor materno, do amor que vem bem quente, queimando, a ponto de libertar, o amor auténtico, sem bomba atômica... depois da música e deste amor, tudo é asco.
A competição do mais forte do mais belo do mais importante, dos valores e da norma da maioria... do mais principe na vida... en este mundo não me cabo, sem lugar para viver... seguramente terei para morrer. Para viver en este mundo tem de ter um minímo de 05% de submissão pessoal e mais uns 05% de amor de mãe. Me faltou estes 10%.
........ ............

Minha doce menina.
a minha filha Vitória.
O horizonte, ó, linha sem tamanho
este horizonte, que me faz longe, por conta dos adultos juizes,
são todos juizes nesta terra....
ó, queimação de entranhas que acalora o meu órgão mãe até a garganta...
nada me é suficiente...
Choro com gosto e com todo meu corpo (estou molhando este teclado, não é meu, está claro)
Que mundo idiota, não venhan dizer que não, quem tem um teto para tapar da chuva e quem tem um porquê para despertar pela manhã.
Minha doce menina, cheiro suas narinas e sinto suas maozinhas acariciando meus pés -outrora- Nem necessito fechar meus olhos para sentir-te... Só de ver em minha mente o imenso campo verde, as árvores ficando pequenininhas de longe -como eu sem você- e os azuis de seus olhos paralizando os meus.
nem o santo oxigênio me alienta mais..
Já cheguei a pensar que um dia estaríamos juntas como dois passáros com os pés verdes e as mãos azuis...
a minha Vitória Potira.
mãe Betânia.

Agora a minha Sol:

Meu Sol minha vida
não me perdoe por dar-te este mundo sem mãe,
Quis ser mãe não ter un marido... quis um amigo pai,
que eu pudesse amarlo sem regras...
Meu Sol minha vida
Vejo seus cachinhos ruivos brilhando no azul do céu,
e tua voz pura, não sai de meus ouvidos... me desespero....
...faz dezoito dias que não páro de chorar.
Adeus minha filha, e Adeus mi Sol.

Irei com meu amor de Vitória Potira e Sol Jazmím, as deixo inteligentes... quizás envelheceram estúpidas.
Que pena... que dor.

Agradeço se meus poucos amigos lerem... só abri este blog por isto.
gracias por todo, por compartirem alguns minutos de risos...
Betânia.

nao sei se escrevi bem... confio que dê pra entender.















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